São só lágrimas

De onde nascem os ensaios fotográficos? O que carregamos dentro de nós, como uma matéria submersa e indigesta, que precisa emergir?

Do que são feitos nossos gritos, qual a verdadeira cor da nossa voz, quando finalmente se liberta da polidez pecaminosa?

Com minha câmera, tento captar minha angústia, talvez nomeá-la; sei e não sei do que ela é feita, sei e não sei dos meus choros presos, sei que lágrimas abundantes nos refazem, assim como expressar a si mesmo, não importa pra quem, e pra quê. Ou importa?

No fluxo insano dos dias, um domingo me obriga a parar, contemplar e captar: ferrugens disfarçadas e rostos sem olhos. Olhos sem sorrisos. Sorrisos secos e vontades lacrimosas.

Respire fundo, meu ser sensato exige, depois que me esvaziei por dentro, porque a segunda-feira começa. Afinal, isso são só lágrimas.

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